Cristina Pita
A forma como o poder público lida com cães abandonados em Santo Antônio de Jesus terá que mudar. Uma decisão judicial obriga o município a adotar práticas de manejo ético, proibindo a eutanásia como método de controle populacional e exigindo uma atuação mais estruturada na proteção animal.
De acordo com o promotor de Justiça, Julimar Barreto, a determinação estabelece que cães em situação de risco ou que ofereçam perigo devem ser recolhidos imediatamente. Após o resgate, os animais deverão receber atendimento veterinário e passar a ter um prontuário individual, permitindo acompanhamento contínuo.
A Justiça também cobra da gestão municipal a criação de um plano efetivo para lidar com a questão, tratando o problema de forma organizada e permanente. Caso as medidas não sejam cumpridas, o município poderá ser penalizado com multas.
O tema ganha ainda mais relevância diante dos números registrados este ano. O Setor de Bem-Estar Animal já contabilizou 325 denúncias relacionadas a maus-tratos, abandono e presença de animais soltos nas ruas, com aplicação de sanções aos responsáveis.
Mais do que uma questão de proteção aos animais, o cenário envolve saúde pública e equilíbrio ambiental. A presença de cães nas ruas pode trazer riscos à população, ao mesmo tempo em que evidencia a necessidade de conscientização sobre a guarda responsável.















