Um decreto assinado pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT) autoriza a desapropriação de uma área de 455 mil m² localizada em Maragogipe, município do Recôncavo Baiano. As áreas de terra destinam-se à implantação temporária de canteiros das obras do Sistema Rodoviário Ponte Salvador-Ilha de Itaparica. Com a publicação do documento, a concessionária responsável pela obra fica autorizada a executar os atos administrativos e judiciais, se necessário em caráter de urgência, providenciando, inclusive, a liquidação e o pagamento das indenizações.
Em Maragogipe está localizado o Estaleiro Enseada, no distrito de São Roque do Paraguaçu, que pertence à Petrobras. Em entrevista nesta quarta-feira (10), Jerônimo afirmou que a negociação com a estatal para que o equipamento sirva como um dos três canteiros de obra para a construção da ponte está perto de ser concluído.
“Nós estamos conversando com a Petrobras para que no Estaleiro de Maragogipe, a gente possa ter um berço para o consórcio chinês vir montar as peças para a ponte. Nós estamos quase em últimos detalhes para isso. Geração de emprego para além do que nós estamos contando ali já em Maragogipe", disse o governador.
OUTROS CANTEIROS
Em setembro, durante apresentação do projeto de construção da ponte, realizada na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), o CEO da Concessionária Ponte Salvador-Itaparica, Cláudio Villas Boas, informou que a estrutura do estaleiro de São Roque será um dos três canteiros utilizados na construção da ponte, tendo uma "função muito específica" para as obras.
Villas Boas disse que os dois canteiros nas cabeceiras, localizados em Salvador e em Vera Cruz, município localizado na Ilha de Itaparica, não apresentam limitações para a obra. O terreno localizado na capital baiana conta com no máximo 50 mil m², área considerada insuficiente para a montagem de pré-moldados e a fabricação de estacas metálicas. A avaliação é que há a necessidade de ter um terreno de mais de 100 mil m².
Já o canteiro localizado em Vera Cruz, apesar de contar com a área necessária, a baixa profundidade do local atrapalha no deslocamento para atender as obras.
"Nenhuma das duas cabeceiras (em Salvador e em Vera Cruz) se mostrou tecnicamente viável para fazer todos os serviços necessários em canteiro. Por isso a necessidade de ter um terceiro canteiro. A gente buscou ao longo de toda a Baía de Todos os Santos aquela região que estivesse mais propícia. Por isso o estaleiro São Roque: plano, com mais de 300 mil m², com piers, com calado para fazer movimentações, e já com processo ambiental, ou seja, é um local já propício, autorizado para esse tipo de atividade", disse.












