A eleição presidencial da Fifa está prevista para março de 2027
A Fifa pediu desculpas às federações filiadas após a repercussão negativa de um projeto que previa a venda de parte dos direitos comerciais da Copa do Mundo e de outras competições da entidade para investidores privados.
O pedido foi divulgado após uma reunião de crise realizada em Rabat, no Marrocos, com a participação do presidente da Fifa, Gianni Infantino, do secretário-geral Mattias Grafström e de integrantes da cúpula da entidade.
O plano, chamado FIFA Forward Enterprise, previa a criação de uma nova subsidiária responsável pela administração de ativos comerciais da Fifa, incluindo direitos de transmissão, patrocínios, licenciamento e receitas de bilheteria. A proposta incluía a venda de 20% da nova operação para investidores privados.
A iniciativa recebeu críticas de federações, confederações e ligas internacionais, que questionaram a falta de consulta prévia e demonstraram preocupação com a possibilidade de transferência de parte do controle comercial da Copa do Mundo para o setor financeiro.
Em comunicado, a Fifa reconheceu que o processo deveria ter sido conduzido de outra maneira. A entidade informou que enviou uma carta aos integrantes do Conselho da Fifa e às 211 associações filiadas com um pedido de desculpas pelos problemas na condução da proposta.
O projeto acabou sendo retirado após a reação de diferentes setores do futebol mundial. A Uefa esteve entre as entidades que mais criticaram a iniciativa e chegou a indicar a possibilidade de medidas contra a proposta caso ela avançasse.
A crise também provocou mudanças internas na Fifa. Carlos Cordeiro, assessor sênior de Gianni Infantino, deixou o cargo em protesto contra o projeto. O diretor de operações da entidade, Kevin Lamour, afirmou que funcionários foram prejudicados pela forma como o processo foi conduzido.
Segundo informações divulgadas pela Reuters, a proposta previa arrecadar cerca de US$ 4,2 bilhões com a venda de participação na nova estrutura comercial. O projeto também levantou questionamentos por envolver uma empresa com ligações familiares com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Mesmo com o recuo, o episódio gerou discussões sobre a governança da entidade. Ligas europeias passaram a cobrar mudanças internas e questionaram decisões tomadas pela Fifa sem participação dos demais setores envolvidos no futebol.
A eleição presidencial da Fifa está prevista para março de 2027, no Marrocos. Gianni Infantino busca um novo mandato, mas a crise envolvendo o projeto comercial aumentou a pressão sobre a direção da entidade.
Da Redação CSFM














